Sentimentos Apagados - Cap. 10 - Orgulho  

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Hey! Capítulo 10. :3



Ally saiu do banheiro, vestiu-se, terminou os deveres escolares e em seguida ligou o seu notebook. Sua caixa de mensagem estava cheia de notificações. “É verdade que eu não entrei durante um tempo por causa da mudança...”, pensou ela. Ally clicou em uma das mensagens com remetente desconhecido:
 “Ally, preciso falar com você... Liguei pra sua casa, mas você não estava. Estou com saudades e queria muito te ver ou pelo menos ouvir sua voz sexy. Você sabe que ainda temos uma chance, não é, gata? O meu número não mudou. Por favor, me responda assim que puder. Beijos <3”.
- Com muito amor e excitação, Dake.               – Recebida às 18h24.
Os seus olhos se encheram de lágrimas rapidamente. Ela não queria mais se decepcionar, chorar por causa de um rapaz como ele. Dake foi parte de um passado que ela queria esquecer, ele foi o primeiro amor de Ally.
Ela ficou relendo aquela mensagem, palavra por palavra por alguns minutos. O aperto em peito aumentava a cada letra e a cada lembrança do que uma vez ela pensou ser felicidade. Exceto pela última parte, que por algum motivo a fez rir.
Ally fechou com força o notebook e se levantou da cadeira em que estava sentada. Ficou ali de pé por um instante pensando se responderia ou não aquele e-mail. “Ah que ódio! Como ele consegue ser tão palhaço a esse ponto?”. ‘Com amor e excitação’?! Quero que ele morra!”.
Ally chutou a cômoda do lado da cama, depois se deu conta da dor de bater o dedo mindinho.
- Aaaai que droga! Merda, merda, merda! – Gritou ela enquanto massageava o dedo para aliviar a dor. – Eu não vou aturar isso, não mesmo! – Ally sentou-se novamente e abriu o notebook. Estava disposta a dar uma boa resposta àquele abusado.
“Dake, você sabe por que fui embora sem me despedir, não é? Então tome vergonha na sua cara e pare de ficar correndo atrás de mim. Eu não sou mais aquela idiota que sempre te perdoava quando você vinha com o rabinho entre as pernas pedir perdão. Se eu fosse você, teria um pouco mais de amor próprio.”
- Pronto, assim está ótimo! – Ally se encostou às costas da cadeira e cruzou os braços, orgulhosa. – Agora espero que ele me deixe em paz. – Suspirou.
Mas o que Ally não esperava era uma resposta a ela tão rápida. Ela clicou no novo e-mail:
“Amor próprio? Olha só quem está falando! Eu sei muito bem que você ainda me quer. Já ouviu falar daquela famosa frase em que a garota sempre vai estar apaixonada por aquele cara em que ela teve sua primeira vez? Você é esta garota, Ally. Não adianta negar. Por mais que você tente me esquecer indo embora pra conhecer outras pessoas, ou até outros caras, a sua primeira vez foi e sempre será comigo. Aceite isso.”
                                                                                 - Recebida às 19h07.
Aquela resposta foi de longe a coisa mais cruel que já tinham lhe dito. Ela odiava lembrar que uma das coisas mais preciosas para uma garota foi entregue tão facilmente a ele. Tudo o que ela podia fazer agora era chorar, lamentar-se do seu erro. Era impossível voltar atrás, tentar corrigi-lo.
 - Ele sempre faz questão de lembrar-me disso... – Ally fechou novamente o notebook. Ela não tinha mais o que dizer a ele, sentiu-se suja e envergonhada. Abatida, ela apagou as luzes e deitou-se na cama com fones de ouvido, esperava poder se acalmar um pouco e conseguir dormir. Ally virava de um lado para o outro, tentando tirar da cabeça as lembranças daquele dia que no princípio pareceu maravilhoso.

# Flash back Ally #
Andavam de mãos dadas na rua em silêncio. Dake já havia comentado com Ally sobre ele querer ser o primeiro dela em tudo, assim como foi o primeiro beijo. Desde então ela não conseguia conversar com ele direito.
- Então Ally... Sobre aquilo que eu te disse semana passada... Você já está preparada? – Dake olhou nos olhos de Ally, que desviou o olhar e ficou vermelha. – Awn... Não faça essa cara, isso me deixa mais excitado ainda! – Ele disse rindo.
- C-cale a boca! – Ally riu também. – Você sabe que eu tenho medo.
- Medo do que? Não vou te machucar, nem nada do tipo. Se não é isso, eu sei como nos protegermos! – Dake parou em frente a ela, colocou as duas mãos em seu rosto fino e a beijou.
- Para, Dake... – Ally o empurrou de leve. – Prometa que você vai assumir pra todo mundo, inclusive para aquelas garotas que dão em cima de você, que nós estamos namorando. – Ally cruzou os braços e ficou séria. – Dake, já faz três meses que estamos juntos e os outros ainda pensam que estamos apenas ficando. Logo terei que ir embora de novo, meus pais nunca param de viajar e me arrastar junto com eles. Então eu acho melhor você tomar uma iniciativa!
- Caramba! Você parece minha mãe me dando bronca, Ally. – Dake riu, pegou uma mecha do cabelo de Ally e os cheirou. – Adoro os seus cabelos... Tem um cheiro tão agradável. Quero ter você todinha pra mim.
- Chega de mudar de assunto! – Ally tirou a mão dele de seu cabelo. – Você vai ou não assumir nosso namoro? – Ela fixou os olhos nos dele. Ansiava por uma resposta séria.
- Sim. Eu vou. – Ele sorriu e beijou a mão dela que ainda segurava a dele.  – Prometo.
# Flash back Ally end #

Finalmente Ally adormeceu. No dia seguinte levantou tarde, saiu do quarto e notou que sua tia ainda não havia chegado. Então passou o dia assistindo TV. Lá pelas nove da noite, Agatha chegou.
- Tia, onde esteve? – Questionou Ally um pouco perturbada. – Liguei para você umas cinquenta vezes!
- Ah, Ally... Não estou a fim de conversar agora, estou hiper cansada e quero me deitar. Depois a gente conversa melhor, está bem?
- Ok... Eu vou cobrar uma justificação, mocinha! – Disse Ally, brincando.
- Pode deixar! – Agatha riu e entrou no quarto.


Ally foi para a cozinha fazer um brigadeiro para comer enquanto assistia a um filme de terror que havia baixado da internet. Ela acabou dormindo.
No domingo, Ally resolver fazer algo diferente do que só assistir TV o dia todo. Ela se trocou e saiu para dar uma volta pelo bairro, para conhecer melhor as redondezas. Como havia um parque perto de sua casa, ela resolveu conhecê-lo. Ao passar pela entrada, reconheceu de longe, um colega de sua classe.

This entry was posted on domingo, 15 de setembro de 2013 at 10:55 and is filed under , , , , , , , , , , , . You can follow any responses to this entry through the comments feed .

2 comentários

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26 de setembro de 2013 às 20:41

Vou sim, é que demoro para escrever os capítulos. ^u^

10 de outubro de 2013 às 10:33

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