Sentimentos Apagados - Cap. 7 - Ele é legal  

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 O sinal do intervalo tocou e Ally saiu da sala. Quando uma garota loira esbarrou nela propositalmente.
- Ei, olhe por onde anda! – Exclamou Ally.
- E por que eu iria olhar para uma barata tonta como você? – Ela encarou Ally. – Baratas como você, eu esmago com os meus sapatos da Prada! – A garota deu as costas e riu.
Ally estava prestes a pular em cima da garota, quando alguém lhe chamou.
- Ally! Espere!
- Hã? – Ally virou-se e viu que era uma das meninas de sua sala.
- Oi! – A garota disse sorrindo.
- Oi. Hum... Você é da mesma sala que eu, não é? – Ally perguntou a reconhecendo.
- Sim! Meu nome é Amy. – Ela respondeu.
- Prazer em conhecê-la, Amy. Estranho, nossos nomes são parecidos... – Ally riu.
- É! – Amy disse alegre. – Então, vamos passar o intervalo juntas? Eu também sou nova aqui, cheguei semana passada.
- Está bem! Você chegou em boa hora, eu quase esganei aquela patricinha agora à pouco. – Ally falou com um olhar maligno.
- Ah, não ligue, ela foi rude comigo também. O nome dela é Ambre. O irmão dela é totalmente diferente dela. – Comentou Amy.
- Ah, é? Quem é o irmão dela? – Ally arregalou os olhos de curiosidade.
- Você não sabe? É o Nathaniel! – Respondeu Amy.
- E quem é Nathaniel? – Perguntou Amy.
- É aquele garoto loiro com quem você discutia mais cedo. – Disse Amy.
- Tinha que ser! Os dois são iguaizinhos, dois chatos! – Ally comentou.
- Não! O Nath é legal. – Amy falou de um jeito fofo.
- Nath? – Ally riu. – Hum... Eu acho que você gosta dele! – Disse Ally maliciosamente.
- É claro que gosto! Ele é muito gentil e educado, qualquer pessoa gostaria dele. – Falou Amy séria. – Ele e o Castiel se odeiam.
- Por quê? Castiel é aquele garoto que senta nos fundos, não é? – Perguntou Ally, surpresa.
- Nathaniel nunca me disse o motivo, só sei que tiveram uma briga feia no passado. Ah, é sim. – Respondeu Amy.
- Nossa, que pena. – Disse Ally, um pouco chateada.
- Então... Mudando de assunto, você já pegou a senha do seu armário? – Perguntou Amy.
- Não, ainda não. Para falar a verdade eu nem fui avisada sobre isso... – Comentou Ally.
- Venha comigo, a secretaria deve estar aberta. – Amy pegou na mão de Ally e a levou.
Como esperado, a secretaria estava aberta. Então Ally pegou a senha e Amy a mostrou onde ficavam os armários.
- Muito obrigada, Amy. – Disse Ally com um sorriso amigável. – Nossa, o armário daqui é grande!
- De nada. É mesmo – Amy riu.
O intervalo acabou e elas voltaram para a sala. O professor da aula anterior ainda não havia feito à chamada, devido à interrupção da diretora. Após terminar a chamada o professor deu-lhes uma atividade em grupo, mas como ninguém ficou em silêncio para que ele pudesse explicar, ele dividiu os grupos.
- Bom, vou tentar separar os alunos bagunceiros. Então, Castiel vai junto com Lysandre, Amy e... – O professor apontou para Ally. – E a aluna nova. – Depois dividiu os outros alunos.
Amy olhou feliz para Ally e fez um sinal de aprovação. Os grupos se juntaram e Castiel sentou ao lado de Amy, de frente à Ally. Ela ficou vermelha, mal conseguia encará-lo.
- Professor Faraize, o que teremos que fazer? – Perguntou Amy.
- Vocês terão que fazer um texto sobre a cultura de um país, daqui a pouco eu irei sortear qual é o tema de vocês. E na próxima aula terão que trazer um cartaz falando sobre o assunto. – Explicou Faraize, à Amy.
- Eu faço o cartaz. – Disse Castiel.
- Ok. Nós iremos pesquisar, então. – Concluiu Lysandre.
O professor misturou uns pedaços de papéis com cada país escrito e sorteou para cada grupo. Ally terminou sua parte e se esticou na cadeira. Castiel a encarou e puxou assunto.
- Já terminou? – Perguntou Castiel. – Pelo jeito é nerd. – Ele riu.
- Terminei sim. Mas é porque eu quis adiantar a minha parte. – Respondeu Ally, séria.
- Você veio de onde? – Castiel perguntou curioso.
- Por que quer saber? – Respondeu Ally, tentando não olhar nos olhos dele.
- Por nada... Eu vi você numa pizzaria anteontem. Lembra-se de mim? – Indagou ele, já sabendo que ela lembrava muito bem.
- Sim... Você até “tirou uma” comigo. – Ally riu.
- É... Foi mal, eu não resisti. Você tinha que ver a sua cara! – Disse Castiel, debochando de Ally. – Agora, me responda uma coisa. Por acaso se interessou em mim? – Perguntou ele, nada discreto.
- Hahaha! Não transforme seus sonhos em realidade. – Ela respondeu, tentando disfarçar. Aquela pergunta à Ally foi como uma facada para ela.
- Bem, não sou eu quem está tentando fazer isto. – Castiel relaxou na cadeira e cruzou os braços.
Lysandre olhou para Castiel e depois olhou para Ally. “Pelo jeito, esses dois irão se dar bem.” -  Pensou ele.
O professor chegou perto da mesa de Ally  para pedir-lhe um favor.
- Ally, você poderia fazer-me um favor? – Perguntou o ele.
- Claro professor Faraize. – Ally respondeu.
- Vá com Nathaniel à biblioteca pegar umas caixas com dicionários. – Explicou Faraize.
- O que? Com o Nathaniel, quer dizer, AQUELE Nathaniel? – Ally perguntou perplexa.
- Sim, algum problema? – Perguntou Faraize, confuso.
- Nenhum senhor Faraize! Ela vai sem nenhum problema. – Amy respondeu antes mesmo que Ally pudesse argumentar.
 - Mas... – Ally tentou recuar, mas Amy a puxou.
- Vá Ally, o que é que tem? Você não vai morrer. – Disse Amy.
- Vou sim, vou morrer de tédio! – Respondeu Ally, sarcástica.
- Ah, que droga! – Ally resmungou depois foi até Nathaniel.
Nathaniel se virou, olhou-a e suspirou. Ele levantou-se e viu que o professor estava lhes chamando.
- Vão à biblioteca e peguem duas caixas com dicionários e tragam aqui, por favor. – Explicou Faraize.
- Ok. – Nathaniel e Ally responderam.
Ambos saíram da sala e Ally seguiu Nathaniel sem dizer uma palavra. Então, para ser educado, Nathaniel resolver puxar assunto.
- Então... Você é descendente de franceses? – Perguntou Nathaniel. – É que o seu sobrenome...
- Sim. Meu pai é francês. – Respondeu Ally, séria.
- Hum... Você veio de onde? – Perguntou ele.
- Quebec, Canadá. – Respondeu ela. – Vem cá, por que está agindo assim?
- Assim como? – Questionou Nathaniel sem entender nada.
- Assim! Você está sendo educado e calmo comigo. – Argumentou Ally, olhando para Nathaniel.
- Você prefere que eu seja rude? – Perguntou ele, erguendo as sobrancelhas. – Eu realmente não entendo vocês mulheres...
- Não. Assim está ótimo. – Ally riu.
 Eles entraram na biblioteca e pegaram as caixas. Ally pegou uma das caixas com dificuldades.
- Ei, espere. Deixa que eu levo esta, ela parece pesada. – Disse Nathaniel preocupado.
- Não preciso, eu me viro. – Ally forçou um sorriso.
- Não, eu insisto. Você vai ficar com dor nos braços.  – Nathaniel pegou a caixa das mãos de Ally.
- Obrigada. – Respondeu Ally, abaixando a cabeça. “Nem para pegar uma simples caixa eu sirvo? Que droga!”. – Pensou Ally enquanto se agachava para pegar a outra caixa.
- De nada! – Nathaniel respondeu gentilmente com um grande sorriso nos lábios.
No instante em que Ally o viu, corou. Os dois seguiram em direção à porta da biblioteca e saíram. Entregaram as caixas para o professor e voltaram aos seus lugares.
- Então, como foi? Vocês brigaram de novo? – Perguntou Amy, curiosa.
- Não, você tem razão, ele até que é legal. – Respondeu Ally com um leve sorriso.
- Viu? Não foi tão difícil! – Disse Amy, rindo.
Castiel olhou para Ally, virou os olhos e suspirou. Ally viu e estranhou a atitude de Castiel.
- O que foi Castiel? Que cara é essa? – Perguntou Ally.
- É a minha cara. Nunca viu? – Resmungou ele.
Ally e Amy se olharam e riram. Lysandre continuou com a cara de paisagem de sempre.

This entry was posted on quinta-feira, 23 de maio de 2013 at 18:49 and is filed under , , , , , , , , , , , . You can follow any responses to this entry through the comments feed .

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